Pythia, na Grécia Antiga, era o nome que se dava a sacerdotisa e oráculo de Apolo do templo em Delfos, a qual traduzia a fala do Deus aos mortais na forma de metáforas e imagens que, de maneira paradoxal e poética, revelavam a verdade veladamente. Seu nome tem origem na serpente mitológica Python, derrotada por Apolo, animal reconhecido na mitologia grega por seu olhar aguçado, capaz de perceber o imperceptível. Invocando o nome e as atribuições da sacerdotisa nos tempos atuais, o selo Pythia tem por objetivo reunir traduções de obras da literatura estrangeira realizadas por tradutores acadêmicos, oferecendo ao leitor brasileiro a possibilidade de vivenciar o cânone literário mundial. 
O olho, na cultura grega, remete à serpente. Um dos verbos para olhar, "dérkomai", que significa "fitar" ou "olhar fixamente", é a palavra que, substantivada, vira serpente ou dragão, "drákon", em grego. A "serpente", portanto, é o "animal que olha fixamente". Assim, temos como proposta visual do selo um logo que reúne olho, serpente e labirinto.

O selo das publicações escritas por crianças e adolescentes ou voltada para esse universo.

Vertigem é a sensação de desequilíbrio, instabilidade e oscilação, uma espécie de desvario e atordoamento. Na vertigem, os movimentos do nosso corpo parecem desconexos, os objetos que nos rodeiam nos desprezam e ganham autonomia. Sob seu efeito, somos puxados para outras direções e nos inclinamos, para, enfim, buscar um novo eixo ou permitir que o corpo flua e flutue. O selo Vertigem pretende reunir obras – de poesia à prosa autobiográfica, ficcional ou documental – que impulsionem percepções e deslocamentos absurdos, que criem um sem-chão, uma abertura para a criação de outros pontos de equilíbrio.

 

Formulário de Inscrição

 Rua Caraíbas, 1206, ap. 34 

Perdizes, São Paulo - SP 

CNPJ: 37.856.400/0001-03

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