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Pythia, na Grécia Antiga, era o nome que se dava a sacerdotisa e oráculo de Apolo do templo em Delfos, a qual traduzia a fala do Deus aos mortais na forma de metáforas e imagens que, de maneira paradoxal e poética, revelavam a verdade veladamente. Seu nome tem origem na serpente mitológica Python, derrotada por Apolo, animal reconhecido na mitologia grega por seu olhar aguçado, capaz de perceber o imperceptível. Invocando o nome e as atribuições da sacerdotisa nos tempos atuais, o selo Pythia tem por objetivo reunir traduções de obras da literatura estrangeira realizadas por tradutores acadêmicos, oferecendo ao leitor brasileiro a possibilidade de vivenciar o cânone literário mundial. 
O olho, na cultura grega, remete à serpente. Um dos verbos para olhar, "dérkomai", que significa "fitar" ou "olhar fixamente", é a palavra que, substantivada, vira serpente ou dragão, "drákon", em grego. A "serpente", portanto, é o "animal que olha fixamente". Assim, temos como proposta visual do selo um logo que reúne olho, serpente e labirinto.

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O selo das publicações escritas por crianças e adolescentes ou voltadas para esse universo.